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Pré-eclâmpsia
Pré-eclâmpsia
A pré-eclâmpsia é uma condição relacionada à pressão alta que costuma aparecer depois da 20ª semana de gestação. Ela pode trazer riscos para a mãe e para o bebê e, por isso, o acompanhamento durante o pré-natal é importante para identificar alterações e definir o tratamento adequado.
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Eclâmpsia
Eclâmpsia
A eclâmpsia é uma complicação grave associada à pré-eclâmpsia e é caracterizada pela ocorrência de convulsões. Ela pode representar risco para a vida da mulher e do bebê e exige atendimento médico imediato.
A diferença principal é que a pré-eclâmpsia está relacionada à hipertensão e outros sinais de gravidade, enquanto a eclâmpsia envolve a ocorrência de convulsões.
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Hemorragia pós-parto
Hemorragia pós-parto
A hemorragia pós-parto é uma das complicações mais graves que podem acontecer depois do nascimento. O sangramento excessivo pode evoluir rapidamente e exige identificação e tratamento rápidos.
Nem sempre é possível prever quem terá uma hemorragia. Por isso, a OMS destaca a importância de reconhecer o problema cedo e iniciar o atendimento rapidamente.
Em casos de hemorragia grave, pode ser necessário realizar uma transfusão de sangue. A transfusão é uma forma de repor rapidamente sangue perdido e pode fazer parte do tratamento quando a perda é importante ou a condição da paciente exige
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Descolamento prematuro da placenta
Descolamento prematuro da placenta
A placenta é responsável por fornecer oxigênio e nutrientes ao bebê durante a gestação. No descolamento prematuro da placenta, ela começa a se separar da parede do útero antes do nascimento.
É uma situação que pode ameaçar a saúde da mãe e do bebê e precisa de avaliação e atendimento rápidos.
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Placenta prévia
Placenta prévia
Durante a gravidez, a placenta normalmente fica em uma região do útero que não bloqueia a passagem para o nascimento. Na placenta prévia, ela permanece muito próxima ou cobre o colo do útero, podendo causar sangramento.
A localização da placenta é acompanhada durante o pré-natal e pode influenciar a forma como o parto será planejado.
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Contrações de Braxton Hicks
Contrações de Braxton Hicks
As contrações de Braxton Hicks são contrações que podem aparecer durante a gravidez, principalmente a partir do segundo trimestre. Elas costumam ser irregulares e não significam necessariamente que o trabalho de parto começou.
Uma diferença em relação às contrações do trabalho de parto é que as de Braxton Hicks não costumam ficar progressivamente mais fortes e próximas umas das outras.
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Tampão mucoso
Tampão mucoso
Durante a gravidez, uma secreção espessa de muco forma um tampão no colo do útero. Ele ajuda a proteger a região contra a entrada de microrganismos.
Quando o colo começa a se modificar para o trabalho de parto, esse tampão pode sair. Ele pode ter aparência transparente, rosada ou apresentar uma pequena quantidade de sangue.
A saída do tampão não significa necessariamente que o bebê vai nascer imediatamente: isso pode acontecer dias antes do trabalho de parto ou já durante seu início.
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Ocitocina
Ocitocina
A ocitocina é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa das contrações do útero e da ejeção do leite materno. Na assistência ao parto, ela também pode ser administrada como medicamento para estimular ou acelerar as contrações em determinadas situações.
Quando utilizada, a gestante deve ser informada sobre seus efeitos e o bebê precisa ser acompanhado de acordo com a situação clínica pois o excesso de contrações pode reduzir a oxigenação fetal.
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Episiotomia
Episiotomia
A episiotomia é uma incisão feita no períneo, região entre a vagina e o ânus, durante o parto vaginal. Durante muito tempo, o procedimento foi utilizado com frequência, mas as diretrizes atuais não recomendam seu uso rotineiro.
A decisão de realizar uma episiotomia deve considerar a situação clínica da mulher e do bebê. Quando realizada sem justificativa médica ou sem autorização da mulher, a episiotomia pode ser considerada uma forma de violência obstétrica.
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Manobra de Kristeller
Manobra de Kristeller
A manobra de Kristeller é um procedimento que consiste na aplicação de forte pressão na parte superior do útero com as mãos, punhos ou antebraços durante o período expulsivo, com a intenção de auxiliar a saída do bebê.
Atualmente, as evidências científicas mostram que a técnica não traz benefícios e oferece graves riscos, como ruptura uterina, hemorragia, fraturas nas costelas da mãe e traumas ou lesões neurológicas no bebê.
Por não possuir base científica que justifique seu uso, a manobra é contraindicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, sendo classificada como uma forma de violência obstétrica.
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Amniotomia
Amniotomia
A amniotomia consiste no rompimento artificial das membranas que envolvem o bebê, popularmente conhecida como “romper a bolsa”. Ela costuma ser utilizada para acelerar as contrações, induzir o parto ou permitir o monitoramento interno do bebê.
Atualmente, as diretrizes de saúde determinam que a amniotomia não deve ser feita de forma rotineira, pois a bolsa protege o bebê contra infecções e amortece o impacto das contrações. A gestante deve ser informada sobre os riscos (como infecção ou compressão do cordão umbilical) e benefícios, e o procedimento exige o consentimento da mulher.
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Analgesia
Analgesia
A analgesia de parto consiste em técnicas médicas para o manejo e alívio da dor das contrações uterinas, permitindo que a mulher descanse e mantenha o controle do próprio corpo para o momento do nascimento. Ela pode envolver medicamentos ou métodos não farmacológicos, dependendo da situação e da disponibilidade do serviço.
Entre as técnicas utilizadas no parto estão os métodos de analgesia regional, como a peridural e a raquidiana. Apesar de ambas utilizarem anestésicos na região da coluna, elas são técnicas diferentes e podem ser usadas em situações diferentes:
Peridural (Padrão no Parto vaginal):
O medicamento é aplicado fora da dura-máter. Sua ação é lenta e gradual, permitindo a inserção de um cateter para doses contínuas. Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), é a técnica mais adequada pois bloqueia a dor abdominal e pélvica sem impedir que a gestante se movimente ou sinta a força para empurrar.Raquidiana (Padrão na Cesariana):
O medicamento é injetado diretamente no líquido cefalorraquidiano em dose única (sem cateter). Tem ação imediata e potente, promovendo um bloqueio sensitivo e motor completo do umbigo para baixo. É a escolha ideal para cesarianas devido à rapidez e eficácia.
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Fórceps
Fórceps
O fórceps é um instrumento semelhante a duas colheres grandes que pode ser utilizado por profissionais treinados para auxiliar o nascimento por via vaginal em determinadas situações.
Seu uso não significa, por si só, que houve um erro no atendimento. A indicação depende das condições da mãe, do bebê e do andamento do parto.
O procedimento faz parte dos chamados partos vaginais operatórios.
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Vácuo-extrator
Vácuo-extrator
O vácuo-extrator utiliza uma ventosa colocada na cabeça do bebê para auxiliar sua saída durante o parto vaginal.
Assim como o fórceps, é uma forma de parto vaginal operatório e pode ser utilizado em situações específicas. A decisão depende da avaliação das condições da mãe e do bebê e deve ser realizada por profissional capacitado.
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Apgar
Apgar
O índice de Apgar é uma avaliação realizada no recém-nascido logo após o nascimento. Ela observa cinco aspectos: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta a estímulos e cor da pele.
Cada item recebe uma pontuação de 0 a 2, formando um resultado de até 10 pontos. A avaliação costuma ser feita no primeiro e no quinto minuto de vida e pode ser repetida depois, se necessário.
O Apgar ajuda a equipe a avaliar como o bebê está se adaptando ao nascimento, mas não serve sozinho para diagnosticar doenças ou prever como será a saúde da criança no futuro.
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Mecônio
Mecônio
O mecônio é a primeira evacuação do bebê. Ele é formado por substâncias acumuladas no intestino durante a gestação e costuma ser espesso e de coloração verde-escura ou quase preta.
Em algumas situações, o bebê pode eliminar mecônio ainda dentro do útero. Isso pode deixar o líquido amniótico esverdeado e exige que a equipe avalie o contexto para decidir como acompanhar o parto e o recém-nascido.
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Cordão umbilical enrolado no pescoço
Cordão umbilical enrolado no pescoço
O cordão umbilical pode ficar enrolado ao redor do pescoço do bebê ainda durante a gestação. Essa situação é chamada de circular de cordão ou circular cervical.
Isso é relativamente comum e, na maioria das vezes, não impede que o bebê nasça normalmente. O cordão é protegido por uma substância gelatinosa chamada gelatina de Wharton, que ajuda a proteger os vasos sanguíneos que passam por dentro dele.
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Distócia de ombro
Distócia de ombro
A distócia de ombro acontece quando, depois que a cabeça do bebê nasce, um dos ombros fica preso atrás do osso púbico da mãe ou encontra dificuldade para passar.
É uma emergência obstétrica que exige uma resposta rápida da equipe. Existem manobras específicas para tentar liberar os ombros e concluir o nascimento com segurança.
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Profissionais e formas de parto
Doula
Doula
A doula oferece apoio físico, emocional e informacional à gestante durante a gestação, o parto e o período após o nascimento.
Ela pode auxiliar com técnicas de respiração, posições, massagens e outros métodos não farmacológicos de conforto. A doula não substitui médicos, enfermeiros ou outros profissionais de saúde e não realiza procedimentos médicos.
Em abril de 2026, a profissão passou a ser regulamentada pela Lei nº 15.381, que também assegurou a presença da doula nas maternidades, casas de parto e estabelecimentos semelhantes, públicos ou privados, quando solicitada pela gestante.
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Profissionais e formas de parto
Enfermeira obstetra
Enfermeira obstetra
A enfermeira obstetra é uma profissional de enfermagem especializada na assistência à gestação, ao trabalho de parto, ao parto e ao pós-parto.
Em situações de baixo risco e dentro de suas atribuições profissionais, ela pode acompanhar o trabalho de parto e realizar assistência.
A atuação não substitui o médico quando existe uma situação que exige avaliação ou intervenção médica. A equipe necessária depende das condições da gestante e do bebê.
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Profissionais e formas de parto
Obstetra
Obstetra
O obstetra é o médico especializado no acompanhamento da gestação, do parto e do pós-parto.
Durante a gestação, ele pode acompanhar tanto situações de baixo risco quanto casos que apresentam complicações e exigem acompanhamento médico.
No parto, sua atuação pode envolver desde o acompanhamento do nascimento até procedimentos e intervenções quando houver indicação clínica.
Em uma equipe de assistência ao parto, diferentes profissionais podem atuar juntos, de acordo com as necessidades da gestante e do bebê.
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Profissionais e formas de parto
Parto vaginal
Parto vaginal
Parto vaginal é aquele em que o bebê nasce pela vagina. Ele pode acontecer de diferentes formas e com diferentes níveis de intervenção.
O parto vaginal pode ocorrer espontaneamente ou precisar de intervenções, como o uso de fórceps ou vácuo-extrator, quando houver indicação.
Por isso, dizer apenas que um parto foi “normal” não explica tudo o que aconteceu durante o nascimento.
A assistência deve considerar as condições da mulher e do bebê e evitar intervenções desnecessárias.
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Profissionais e formas de parto
Cesárea
Cesárea
A cesariana é uma cirurgia realizada para retirar o bebê por meio de uma incisão no abdômen e no útero.
Ela pode ser necessária quando existe uma condição que torna o parto vaginal mais arriscado para a mãe ou para o bebê.
Ao mesmo tempo, por ser uma cirurgia, também envolve riscos e recuperação diferentes do parto vaginal. Por isso, a decisão pela cesariana deve considerar a situação clínica individual e, quando possível, envolver a gestante na escolha.
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Profissionais e formas de parto
Parto na água
Parto na água
O parto na água acontece quando a mulher permanece em uma banheira ou piscina com água durante o trabalho de parto e, em alguns casos, também durante o nascimento.
A água morna pode ser utilizada como estratégia de conforto e alívio da dor. A possibilidade de permanecer na água durante o nascimento depende das condições clínicas, da estrutura disponível e das regras do serviço, existem critérios de segurança e acompanhamento que precisam ser considerados.
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Profissionais e formas de parto
Posições de parto
Posições de parto
Durante o trabalho de parto, a mulher pode utilizar diferentes posições, como ficar em pé, sentada, de cócoras, de lado ou apoiada em quatro apoios.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que mulheres de baixo risco sejam incentivadas a se movimentar durante o trabalho de parto e possam escolher posições confortáveis para o nascimento, quando clinicamente possível.
A posição mais adequada pode variar de acordo com a situação da mulher e do bebê.
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Profissionais e formas de parto
Acompanhante
Acompanhante
Clampeamento do cordão
Clampeamento do cordão
Plano de parto
Plano de parto
Acretismo placentário
Acretismo placentário
O acretismo placentário ocorre quando a placenta invade a camada muscular do útero
(miométrio) e não se separa normalmente após o nascimento.
A condição pode provocar hemorragia grave durante o parto ou a cesariana porque a tentativa de retirar a placenta pode causar sangramento intenso. O tratamento depende do tipo e da extensão do acometimento e das condições clínicas da mulher.
Essa gravidade varia entre acreta (adesão superficial), increta (invasão profunda do músculo) ou percreta (quando atravessa o útero e atinge outros órgãos). O principal fator de risco é o histórico de cesarianas anteriores, especialmente se associado à placenta prévia. Para evitar sangramentos fatais, o diagnóstico costuma ser feito no pré-natal por ultrassom ou ressonância, permitindo que os médicos planejem o parto em hospital estruturado, muitas vezes optando por uma cesariana seguida de remoção do útero (histerectomia) ou, em casos selecionados, por tratamentos conservadores para tentar preservar a fertilidade.
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Bolsa amniótica
Bolsa amniótica
A bolsa amniótica é formada por membranas que envolvem o bebê e contêm o líquido amniótico durante a gestação. O líquido ajuda a proteger o bebê e participa do seu desenvolvimento.
Quando essas membranas se rompem espontaneamente, acontece o que popularmente chamamos de “romper a bolsa”. Isso pode ocorrer antes ou durante o trabalho de parto.
A bolsa também pode ser rompida artificialmente pela equipe. Esse procedimento é chamado de amniotomia e pode ser utilizado em determinadas situações.
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Amamentação
Amamentação
Quando mãe e bebê estão bem após o nascimento, a recomendação é favorecer o contato pele a pele e iniciar a amamentação na primeira hora de vida.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o bebê seja colocado para mamar na primeira hora, que receba exclusivamente leite materno até os seis meses e que a amamentação continue até os dois anos ou mais, junto à introdução de alimentos adequados a partir dos seis meses.
O primeiro leite produzido é o colostro, que contém componentes importantes para a proteção do recém-nascido contra infecções. Para a mulher, a amamentação também pode ajudar na recuperação após o parto e na redução do sangramento pós-parto.
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Dilatação
Dilatação
Durante o trabalho de parto, o colo do útero passa por duas mudanças principais: fica mais fino e curto, em um processo chamado apagamento, e começa a se abrir, o que é chamado de dilatação.
A dilatação é medida em centímetros e chega à abertura completa quando o colo atinge 10 cm. Esse é um dos parâmetros utilizados para acompanhar a evolução do trabalho de parto.
A velocidade da dilatação pode variar entre as mulheres. Por isso, uma regra fixa de progressão não deve ser usada isoladamente para definir que o trabalho de parto não está evoluindo adequadamente.
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Puérpera
Puérpera
Puérpera é o termo usado na saúde para designar a mulher que está no puerpério, período que começa depois do parto e envolve a recuperação e as mudanças do organismo após a gestação e o nascimento.
Esse período inclui cuidados com a recuperação física, o sangramento, as mamas, a amamentação, a saúde emocional e o acompanhamento da mulher e do bebê.
No Brasil, o acompanhamento do puerpério prevê uma consulta até 42 dias após o nascimento, mas as necessidades de cuidado podem variar de acordo com a situação de cada mulher.
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Ruptura uterina
Ruptura uterina
A ruptura uterina acontece quando ocorre uma abertura ou rompimento da parede do útero. É uma complicação rara e grave, que pode provocar hemorragia e comprometer a saúde da mulher e do bebê.
O risco pode ser maior em algumas situações, especialmente quando existe uma cicatriz no útero causada por uma cirurgia anterior, como uma cesariana.
Quando ocorre, exige atendimento imediato e pode ser necessário realizar uma cirurgia de emergência.
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Sofrimento fetal
Sofrimento fetal
Durante o trabalho de parto a equipe acompanha a condição do bebê principalmente por meio da avaliação dos batimentos cardíacos fetais, usando a ausculta intermitente ou a cardiotocografia. O padrão esperado para a frequência cardíaca do bebê varia entre 110 e 160 batimentos por minuto, mantendo pequenas oscilações naturais chamadas de variabilidade, que demonstram o bom funcionamento do sistema nervoso central. Alterações nesse padrão, como a perda dessa oscilação ou o surgimento de quedas nos batimentos chamadas de desacelerações tardias (que acontecem após as contrações), indicam que o bebê precisa de uma avaliação mais cuidadosa ou de uma mudança na conduta.
Outros elementos essenciais também são considerados no diagnóstico, como o aspecto do líquido amniótico, cuja presença de mecônio espesso (líquido esverdeado) pode sugerir alerta, além da própria dinâmica do útero. O excesso de contrações, conhecido como taquissistolia, pode reduzir o tempo de relaxamento da placenta e diminuir temporariamente o oxigênio do bebê. As condições de saúde da mãe, como picos de pressão, febre ou sangramentos, também entram na análise médica.
Uma alteração no monitoramento, sozinha, não significa automaticamente falta de oxigênio ou necessidade de uma cesárea. A interpretação depende do conjunto dos sinais e da situação clínica daquele momento.
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Laceração
Laceração
Durante um parto vaginal, podem ocorrer lacerações no colo do útero, na vagina, na vulva ou no períneo. Muitas são pequenas e não provocam consequências importantes.
As lacerações do períneo são classificadas em graus. As de primeiro grau atingem a pele; as de segundo também envolvem músculos; as de terceiro atingem o esfíncter anal; e as de quarto grau chegam até o revestimento do reto.
Lacerações mais graves podem estar associadas a dor, alterações do assoalho pélvico, incontinência e dificuldades nas relações sexuais.
Importante: uma laceração pode acontecer espontaneamente e não significa, por si só, que houve erro ou violência no atendimento
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Colo do útero
Colo do útero
O colo do útero fica na parte inferior do útero, fazendo a ligação com a vagina.
Durante a gravidez, ele permanece fechado e ajuda a manter a gestação. Com o desenvolvimento do trabalho de parto, passa por mudanças: fica mais fino e curto e começa a se abrir.
A abertura do colo é chamada de dilatação e é medida em centímetros. Quando chega a 10 cm, considera-se que a dilatação está completa e o bebê pode passar pelo canal de parto.
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Períneo
Períneo
O períneo é a região localizada entre a abertura da vagina e o ânus.
Durante o parto vaginal, os tecidos dessa área se distendem para permitir a passagem do bebê. Essa região pode sofrer uma laceração espontânea durante o nascimento e também é o local onde é realizada a episiotomia, quando esse procedimento possui indicação médica. Independentemente de ter ocorrido um corte ou um rasgo natural, o corpo inicia um processo de cicatrização que leva algumas semanas. Por isso, a retomada da vida sexual geralmente é recomendada apenas após a consulta pós-parto (por volta de 40 dias), garantindo que a musculatura e a pele estejam totalmente recuperadas e diminuindo o risco de infecções ou dores.
Depois do parto, podem surgir dor, inchaço ou lesões na região. A intensidade e o tipo de cuidado dependem da ocorrência e da extensão da lesão. Para aliviar o desconforto nos primeiros dias, pode ser útil fazer compressas frias no local e usar uma ducha de água morna ao urinar para evitar a ardência. Além disso, manter a higiene íntima é fundamental para que os pontos sequem e caiam sozinhos, prevenindo qualquer complicação.
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Puxo
Puxo
O puxo, ou esforço expulsivo, acontece principalmente na segunda fase do trabalho de parto, depois que o colo do útero já atingiu a dilatação completa. A força feita pela mulher ajuda a empurrar o bebê pelo canal de nascimento.
A OMS recomenda, sempre que possível, o puxo espontâneo, permitindo que a gestante atenda ao reflexo natural do próprio corpo e encontre sua própria forma e ritmo de empurrar, o que ajuda a proteger o períneo.
Por outro lado, a técnica dos puxos dirigidos, em que a equipe de saúde orienta a mulher exatamente sobre quando e como fazer força, serve como uma ferramenta para ajudar na descida final do bebê em situações específicas. Esse recurso é utilizado quando o esforço voluntário da mãe se mostra ineficaz ou quando o monitoramento aponta que o bebê precisa nascer mais rapidamente para evitar o sofrimento fetal. Além disso, a abordagem dirigida costuma ser associada a momentos em que a grávida está sob o efeito de uma analgesia mais intensa, o que pode diminuir temporariamente a sensação de expulsão.
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