Explore o guia
Navegue pelos temas, busque termos e vire os cards para conhecer cada conteúdo.
Apgar
Apgar
O índice de Apgar é uma avaliação realizada no recém-nascido logo após o nascimento. Ela observa cinco aspectos: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta a estímulos e cor da pele.
Cada item recebe uma pontuação de 0 a 2, formando um resultado de até 10 pontos. A avaliação costuma ser feita no primeiro e no quinto minuto de vida e pode ser repetida depois, se necessário.
O Apgar ajuda a equipe a avaliar como o bebê está se adaptando ao nascimento, mas não serve sozinho para diagnosticar doenças ou prever como será a saúde da criança no futuro.
Explorar outro termo
Mecônio
Mecônio
O mecônio é a primeira evacuação do bebê. Ele é formado por substâncias acumuladas no intestino durante a gestação e costuma ser espesso e de coloração verde-escura ou quase preta.
Em algumas situações, o bebê pode eliminar mecônio ainda dentro do útero. Isso pode deixar o líquido amniótico esverdeado e exige que a equipe avalie o contexto para decidir como acompanhar o parto e o recém-nascido.
Explorar outro termo
Cordão umbilical enrolado no pescoço
Cordão umbilical enrolado no pescoço
O cordão umbilical pode ficar enrolado ao redor do pescoço do bebê ainda durante a gestação. Essa situação é chamada de circular de cordão ou circular cervical.
Isso é relativamente comum e, na maioria das vezes, não impede que o bebê nasça normalmente. O cordão é protegido por uma substância gelatinosa chamada gelatina de Wharton, que ajuda a proteger os vasos sanguíneos que passam por dentro dele.
Explorar outro termo
Distócia de ombro
Distócia de ombro
A distócia de ombro acontece quando, depois que a cabeça do bebê nasce, um dos ombros fica preso atrás do osso púbico da mãe ou encontra dificuldade para passar.
É uma emergência obstétrica que exige uma resposta rápida da equipe. Existem manobras específicas para tentar liberar os ombros e concluir o nascimento com segurança.
Explorar outro termo
Amamentação
Amamentação
Quando mãe e bebê estão bem após o nascimento, a recomendação é favorecer o contato pele a pele e iniciar a amamentação na primeira hora de vida.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o bebê seja colocado para mamar na primeira hora, que receba exclusivamente leite materno até os seis meses e que a amamentação continue até os dois anos ou mais, junto à introdução de alimentos adequados a partir dos seis meses.
O primeiro leite produzido é o colostro, que contém componentes importantes para a proteção do recém-nascido contra infecções. Para a mulher, a amamentação também pode ajudar na recuperação após o parto e na redução do sangramento pós-parto.
Explorar outro termo
Dilatação
Dilatação
Durante o trabalho de parto, o colo do útero passa por duas mudanças principais: fica mais fino e curto, em um processo chamado apagamento, e começa a se abrir, o que é chamado de dilatação.
A dilatação é medida em centímetros e chega à abertura completa quando o colo atinge 10 cm. Esse é um dos parâmetros utilizados para acompanhar a evolução do trabalho de parto.
A velocidade da dilatação pode variar entre as mulheres. Por isso, uma regra fixa de progressão não deve ser usada isoladamente para definir que o trabalho de parto não está evoluindo adequadamente.
Explorar outro termo
Puérpera
Puérpera
Puérpera é o termo usado na saúde para designar a mulher que está no puerpério, período que começa depois do parto e envolve a recuperação e as mudanças do organismo após a gestação e o nascimento.
Esse período inclui cuidados com a recuperação física, o sangramento, as mamas, a amamentação, a saúde emocional e o acompanhamento da mulher e do bebê.
No Brasil, o acompanhamento do puerpério prevê uma consulta até 42 dias após o nascimento, mas as necessidades de cuidado podem variar de acordo com a situação de cada mulher.
Explorar outro termo
Sofrimento fetal
Sofrimento fetal
Durante o trabalho de parto a equipe acompanha a condição do bebê principalmente por meio da avaliação dos batimentos cardíacos fetais, usando a ausculta intermitente ou a cardiotocografia. O padrão esperado para a frequência cardíaca do bebê varia entre 110 e 160 batimentos por minuto, mantendo pequenas oscilações naturais chamadas de variabilidade, que demonstram o bom funcionamento do sistema nervoso central. Alterações nesse padrão, como a perda dessa oscilação ou o surgimento de quedas nos batimentos chamadas de desacelerações tardias (que acontecem após as contrações), indicam que o bebê precisa de uma avaliação mais cuidadosa ou de uma mudança na conduta.
Outros elementos essenciais também são considerados no diagnóstico, como o aspecto do líquido amniótico, cuja presença de mecônio espesso (líquido esverdeado) pode sugerir alerta, além da própria dinâmica do útero. O excesso de contrações, conhecido como taquissistolia, pode reduzir o tempo de relaxamento da placenta e diminuir temporariamente o oxigênio do bebê. As condições de saúde da mãe, como picos de pressão, febre ou sangramentos, também entram na análise médica.
Uma alteração no monitoramento, sozinha, não significa automaticamente falta de oxigênio ou necessidade de uma cesárea. A interpretação depende do conjunto dos sinais e da situação clínica daquele momento.
Explorar outro termo