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Ocitocina
Ocitocina
A ocitocina é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa das contrações do útero e da ejeção do leite materno. Na assistência ao parto, ela também pode ser administrada como medicamento para estimular ou acelerar as contrações em determinadas situações.
Quando utilizada, a gestante deve ser informada sobre seus efeitos e o bebê precisa ser acompanhado de acordo com a situação clínica pois o excesso de contrações pode reduzir a oxigenação fetal.
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Episiotomia
Episiotomia
A episiotomia é uma incisão feita no períneo, região entre a vagina e o ânus, durante o parto vaginal. Durante muito tempo, o procedimento foi utilizado com frequência, mas as diretrizes atuais não recomendam seu uso rotineiro.
A decisão de realizar uma episiotomia deve considerar a situação clínica da mulher e do bebê. Quando realizada sem justificativa médica ou sem autorização da mulher, a episiotomia pode ser considerada uma forma de violência obstétrica.
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Manobra de Kristeller
Manobra de Kristeller
A manobra de Kristeller é um procedimento que consiste na aplicação de forte pressão na parte superior do útero com as mãos, punhos ou antebraços durante o período expulsivo, com a intenção de auxiliar a saída do bebê.
Atualmente, as evidências científicas mostram que a técnica não traz benefícios e oferece graves riscos, como ruptura uterina, hemorragia, fraturas nas costelas da mãe e traumas ou lesões neurológicas no bebê.
Por não possuir base científica que justifique seu uso, a manobra é contraindicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, sendo classificada como uma forma de violência obstétrica.
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Amniotomia
Amniotomia
A amniotomia consiste no rompimento artificial das membranas que envolvem o bebê, popularmente conhecida como “romper a bolsa”. Ela costuma ser utilizada para acelerar as contrações, induzir o parto ou permitir o monitoramento interno do bebê.
Atualmente, as diretrizes de saúde determinam que a amniotomia não deve ser feita de forma rotineira, pois a bolsa protege o bebê contra infecções e amortece o impacto das contrações. A gestante deve ser informada sobre os riscos (como infecção ou compressão do cordão umbilical) e benefícios, e o procedimento exige o consentimento da mulher.
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Analgesia
Analgesia
A analgesia de parto consiste em técnicas médicas para o manejo e alívio da dor das contrações uterinas, permitindo que a mulher descanse e mantenha o controle do próprio corpo para o momento do nascimento. Ela pode envolver medicamentos ou métodos não farmacológicos, dependendo da situação e da disponibilidade do serviço.
Entre as técnicas utilizadas no parto estão os métodos de analgesia regional, como a peridural e a raquidiana. Apesar de ambas utilizarem anestésicos na região da coluna, elas são técnicas diferentes e podem ser usadas em situações diferentes:
Peridural (Padrão no Parto vaginal):
O medicamento é aplicado fora da dura-máter. Sua ação é lenta e gradual, permitindo a inserção de um cateter para doses contínuas. Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), é a técnica mais adequada pois bloqueia a dor abdominal e pélvica sem impedir que a gestante se movimente ou sinta a força para empurrar.Raquidiana (Padrão na Cesariana):
O medicamento é injetado diretamente no líquido cefalorraquidiano em dose única (sem cateter). Tem ação imediata e potente, promovendo um bloqueio sensitivo e motor completo do umbigo para baixo. É a escolha ideal para cesarianas devido à rapidez e eficácia.
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Fórceps
Fórceps
O fórceps é um instrumento semelhante a duas colheres grandes que pode ser utilizado por profissionais treinados para auxiliar o nascimento por via vaginal em determinadas situações.
Seu uso não significa, por si só, que houve um erro no atendimento. A indicação depende das condições da mãe, do bebê e do andamento do parto.
O procedimento faz parte dos chamados partos vaginais operatórios.
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Vácuo-extrator
Vácuo-extrator
O vácuo-extrator utiliza uma ventosa colocada na cabeça do bebê para auxiliar sua saída durante o parto vaginal.
Assim como o fórceps, é uma forma de parto vaginal operatório e pode ser utilizado em situações específicas. A decisão depende da avaliação das condições da mãe e do bebê e deve ser realizada por profissional capacitado.
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Clampeamento do cordão
Clampeamento do cordão
Plano de parto
Plano de parto
Períneo
Períneo
O períneo é a região localizada entre a abertura da vagina e o ânus.
Durante o parto vaginal, os tecidos dessa área se distendem para permitir a passagem do bebê. Essa região pode sofrer uma laceração espontânea durante o nascimento e também é o local onde é realizada a episiotomia, quando esse procedimento possui indicação médica. Independentemente de ter ocorrido um corte ou um rasgo natural, o corpo inicia um processo de cicatrização que leva algumas semanas. Por isso, a retomada da vida sexual geralmente é recomendada apenas após a consulta pós-parto (por volta de 40 dias), garantindo que a musculatura e a pele estejam totalmente recuperadas e diminuindo o risco de infecções ou dores.
Depois do parto, podem surgir dor, inchaço ou lesões na região. A intensidade e o tipo de cuidado dependem da ocorrência e da extensão da lesão. Para aliviar o desconforto nos primeiros dias, pode ser útil fazer compressas frias no local e usar uma ducha de água morna ao urinar para evitar a ardência. Além disso, manter a higiene íntima é fundamental para que os pontos sequem e caiam sozinhos, prevenindo qualquer complicação.
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Puxo
Puxo
O puxo, ou esforço expulsivo, acontece principalmente na segunda fase do trabalho de parto, depois que o colo do útero já atingiu a dilatação completa. A força feita pela mulher ajuda a empurrar o bebê pelo canal de nascimento.
A OMS recomenda, sempre que possível, o puxo espontâneo, permitindo que a gestante atenda ao reflexo natural do próprio corpo e encontre sua própria forma e ritmo de empurrar, o que ajuda a proteger o períneo.
Por outro lado, a técnica dos puxos dirigidos, em que a equipe de saúde orienta a mulher exatamente sobre quando e como fazer força, serve como uma ferramenta para ajudar na descida final do bebê em situações específicas. Esse recurso é utilizado quando o esforço voluntário da mãe se mostra ineficaz ou quando o monitoramento aponta que o bebê precisa nascer mais rapidamente para evitar o sofrimento fetal. Além disso, a abordagem dirigida costuma ser associada a momentos em que a grávida está sob o efeito de uma analgesia mais intensa, o que pode diminuir temporariamente a sensação de expulsão.
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